30 de set de 2013

estudo caramba
simpático bacana
bobagem pequena
rabugento não quero ser;

humilde gênio
burro inteligente
entende tudo
sábio deixou de ser

sorri as lágrimas
choveu sóis molhados
água potável
não me ofereceram

palavras à deriva
flutuantes informativas
mim não faz nada
no cu não vai acento


Aviso urgente intro-estelar

Saudações inter-mentais do submundo da consciência, relatos indicam que a situação está ficando cada vez mais caótica. Terminais nervosos do sistema gaia estão repletos da mais intensa virose cibernética já relatada pelos pnobres estudiosos do ser interior. Situação está em fase que promete ser inigualavelmente triste para as relações sociais, a vida sorridente e ensolarada e as diversas alegrias de um mundo colorido e repleto de inimagináveis possibilidades na sua luta contra a entropia total. Os filósofos astecas mudos do interior acreditam que há grandessíssimas chances de achar um forte antídoto para esse malefício mortal moral. Mas como sempre eles ainda não tomaram uma decisão que atacasse o cerne do problema, implodindo-o como um forte foguete em um céu de ano novo.

Então  a situação foi contornada espertamente (mentira) por uma decisão extrema e excêntrica que segundo os estudos dos nossos mentores de metafísica é na verdade um caso clínico recém conhecido, chamado de síndrome do # (só há nomes possíveis em línguas indígenas antiquissima, mas o nome que seria cabível não necessariamente significa algo relativo ao relato). Quem a possui espertamente se auto-destrói para se ajudar (?).  Ainda não há uma boa cura para essa virose cibernética, muito menos para a síndrome recém pré-elaborada, o desejo do seu eu em ápice mental será totalmente frustrado a saber no que o eu simples criou. Recomendamos cautela.

22 de set de 2013

sonetos de calças

Teorizando a manifestação entrópica
De um abstrato caprichoso
treinado e despreparado
para os anseios fictícios
o sonho já não é jocoso
mimimimimi
Parte dois:
meus ouvidos me falam de alegria
mahler mahler destronando
o mal e o bem destoando
o mal inexistindo
o bem também.
- dedicatória:
O choro a vela a paz
o trono o trono o trono
picho pichaveis pichariamos
o tronco a vela o mar
e sua brisa suave
inebriante
fim:
As estrelas que iluminam apenas seu interior
sorrindo desprositalmente
falando por grunir
uivando onomatopéias
as estrelas no escuro, trancadas em uma caixa
inacessíveis ao calor de outros sóis.

19 de set de 2013

utopia selvagem baseada no nada

resolvido pensar sobre nada
apenas preencher o vazio
com um profundo zero ainda maior
deixar a mente abafada
constante como um grande rio
chamar os amigos pra assistir
a inexistência de algo
mostrar:
olha, olha só, não estou mais pensando em nada
vejam o vazio da minha cabeça
todos se abismarão, assustados
e o nada fará adeptos
poderosos filtros se instalarão
coando a parafernalha informativa
os letreiros coloridos
as propagandas chamativas
e aprenderemos a ler
as árvores, a grama o rio
numa recordação bucólica ancestral
recordando-se
que aprende-se mais num longo diálogo
com um ancestral carvalho
do que uma escarrada verbal
com um raquítico sapiens.

18 de set de 2013

transmutado em paraíso vivo,
in-útil mas só para mim
tricossomos é uma palavra
realmente complicada.

Trejeitos divinos mortais
humanos vivos cultivados mortos
em grandes potes de conserva
para serem degustados
com salgadinhos.

O ator que me contou
as sutilezas verídicas
de sua bela obra inovadora
estava mentindo
e disso todo mundo sabia.

Apenas mais uma cópia
ou um jogo jogado de palavras usadas
amassadas pintadas rasgadas
numa exaltação incrível
coçando a grande divindade
num êxtase incompatível
negando grande responsabilidade
com o leme solto ao vento
e as velas abaixadas.


15 de set de 2013

horario politico do futuro proximo:

Eu vou  me eleger
Em defesa dos duendes
Em defesa dos coiotes
em defesa dos mais puros
seres mitológicos
Em defesa dos moradores da colmeia
Em defesa dos cachorros
em defesa da criação do
sindicato dos piratas
e até dos velhos senhores
que vão na praça jogar canastra
e criam barbas e mundos distintos
iremos criar um mundo
onde nós possamos ser verdes
ou vermelhos, amarelos
e defendo acima de tudo
a libertação
Dos espíritos
de mente livre, livre, livre.

11 de set de 2013

Verborragia burocrática concebida eloquentemente visando exatamente alguma coisa essencial

nos porões do abstratismo
comprei 3 velas de cera
que queimam com uma chama invisível
aquecem resfriando
e esfriando se derretem
Pelo cheiro, pelo gosto pela força
do fogo fáctuo cuspido
por grupos de babuínos humanos
que controlam e atiçam
abrigam e reproduzem avidamente
formas de pensar assaz
acorrentadas.

E eu ainda me pergunto
Como minha vela
Se tornou política
Grita e esperneia
Em cima do palanque
Sem saber que nunca ouve
Atenção, (!)
às suas vãs palavras

8 de set de 2013

Devaneio em aspiral: Soluços pensantes

a história de algo
que quebrou-se desigualmente
e promoveu uma chacina de milhões
contada nas melhores ciclovias
resfriadas teleguiadas televisionadas
do intrépido direito futuro
nosso mundo huxleyano
carrapatos sugando
outros carrapatos
venenos sólidos bacanas
pro pobre sugador pensar:
como seria ruim não pensar
seu raciocínio perneta
televisionado teleguiado conectado
um dia deitado descobre:
Levantar toneladas
para joga-las distante
é humanamente impossível!
o segundo sapiens
do nome mais indelével
significa:
moral.

A poesia não tem outra utilidade senão ela mesma

Granito sob um céu azul
queimadura de 2 grau
em seu braço esquerdo
hordas de floyds cantam
solenemente suspiram profundo
cantam aos ares com ganância
ganância de cantar mais.

lentamente, Lendo-me
embranqueço, começo a apagar
sumo em um ponto
uma névoa cinza tal fumaça
representando meu puro eu
eu lido, eu lirio, eu lírico
O lírio eu trouxe especialmente;
e assim vivo empírico
deveras assim, mentalmente.
Sonhando alto baixo e torto
até quando morto
faço-me desanuviar.

5 de set de 2013

Silenciosamente barulhento

Ensurdecedor barulho sempre foi o silêncio
um só pensar constante e cristalino
proporcionado pelo pio constante do nada
mas eu não tenho silêncio
nunca tive silêncio
há sempre um mundo palpitando
energias indefinidamente
se dividindo e espalhando
eu sou o tudo
Tudo não se difere de mim
Por isso não sinto
constante não sentir sonoro
sou apenas mais um grito torto
Um rouco assobio
participando avidamente
desse coral absurdo
vestido de motores e zumbidos
grunidos com simbologias especiais
para os únicos preocupados
desse mundo anil
poderem se entender.

Brincando com utopias
sonhos esquerdos e livres
silencio e liberdade de bagulho
muito barulho
os dedos gritando livremente
a mente bravando bravamente
enquanto abraça as vanguardas
que gritam
para poderem calmamente 
silenciar.