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O propósito da vida sem o personagem da vida. Ao longo da existência, vamos criando uma bagagem de vivências e movimentos que vão formando as diversas camadas do nosso ser. Assim, embebidos da pura cultura judaico cristã, com ideiais espiritualistas que uma condição da pós modernidade inundada de informações nos trazem, carregamos esse fardo. Fardo que nos é encosto, que nos é mola, que nos é banco, mas que é fardo. Identificados com o fardo, agimos conforme pré definimos nesse imenso bolo. Agimos conforme o peso da cruz que carregamos, fardo? Conhecimento, cultura, informações, carregamos como ferramentas indissociáveis de nós mesmos. E com isso fazemos planos, traçamos ideiais, tudo isso pra aumentar o fardo ou para coloca-lo em outro lugar. O ser e sua identidade na concepção de si, moldando-se, definindo-se milimetricamente na infinitude de seus dias limitados. E definindo e escolhendo. Suas escolhas dizem de suas escolas, seu livre pensar, que já não parece tão libre assim, encontra o grande volume. Onde está a liberdade onde se carrega esse fardo? Somos profissionais, somos cultos, somos eu sou, somos. Tudo isso referendado por alguns conceitos, propósito, missão, a Verdadeira Vontade. Mas hoje me deparo com isto: Qual é a minha verdadeira vontade, se eu não tivesse esse fardo? Seria a mesma vontade? Meus hábitos modificam-se meu fardo e vou criando novas camadas, a missão da vida, a verdadeira vontade: é só uma pétala do trabalho? è uma questão de criação de mais conhecimento e cultura? É a simples multiplicação de mamíferos? Qual o propósito por detrás do personagem? Cultuo lindas metas, objetivos, planos, sonhos, aspirações, inspiração: Da minha personagem. Onde estão as inspirações por detrás de todo o teatro que fizemos? Qual é o propósito da carne estar aqui, ao meio de tantas carnes, de tanta vida. O propósito a meu personagem é a única forma que sei. Meu ego é minha ferramenta, meus propósitos são a ferramenta do meu ego. Cheguei neste pensamento e isso também é parte do meu fardo, do meu conhecimento traduzido em vida.
Uma única e derradeira conclusão: Nada é indissociável, todas as interpretações estão corretas. Não existe uma real separação entre o ego, o não ego, o propósito do trabalho e a missão da vida? Pensar só aumenta o tamanho do fardo, Viver é a resposta única: Qual é a seriedade que devo ter com tudo isso, sendo que a vida é despropositadamente propositada?
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O propósito da vida sem o personagem da vida. Ao longo da existência, vamos criando uma bagagem de vivências e movimentos que vão formando as diversas camadas do nosso ser. Assim, embebidos da pura cultura judaico cristã, com ideiais espiritualistas que uma condição da pós modernidade inundada de informações nos trazem, carregamos esse fardo. Fardo que nos é encosto, que nos é mola, que nos é banco, mas que é fardo. Identificados com o fardo, agimos conforme pré definimos nesse imenso bolo. Agimos conforme o peso da cruz que carregamos, fardo? Conhecimento, cultura, informações, carregamos como ferramentas indissociáveis de nós mesmos. E com isso fazemos planos, traçamos ideiais, tudo isso pra aumentar o fardo ou para coloca-lo em outro lugar. O ser e sua identidade na concepção de si, moldando-se, definindo-se milimetricamente na infinitude de seus dias limitados. E definindo e escolhendo. Suas escolhas dizem de suas escolas, seu livre pensar, que já não parece tão libre assim, encontra o grande volume. Onde está a liberdade onde se carrega esse fardo? Somos profissionais, somos cultos, somos eu sou, somos. Tudo isso referendado por alguns conceitos, propósito, missão, a Verdadeira Vontade. Mas hoje me deparo com isto: Qual é a minha verdadeira vontade, se eu não tivesse esse fardo? Seria a mesma vontade? Meus hábitos modificam-se meu fardo e vou criando novas camadas, a missão da vida, a verdadeira vontade: é só uma pétala do trabalho? è uma questão de criação de mais conhecimento e cultura? É a simples multiplicação de mamíferos? Qual o propósito por detrás do personagem? Cultuo lindas metas, objetivos, planos, sonhos, aspirações, inspiração: Da minha personagem. Onde estão as inspirações por detrás de todo o teatro que fizemos? Qual é o propósito da carne estar aqui, ao meio de tantas carnes, de tanta vida. O propósito a meu personagem é a única forma que sei. Meu ego é minha ferramenta, meus propósitos são a ferramenta do meu ego. Cheguei neste pensamento e isso também é parte do meu fardo, do meu conhecimento traduzido em vida.
Uma única e derradeira conclusão: Nada é indissociável, todas as interpretações estão corretas. Não existe uma real separação entre o ego, o não ego, o propósito do trabalho e a missão da vida? Pensar só aumenta o tamanho do fardo, Viver é a resposta única: Qual é a seriedade que devo ter com tudo isso, sendo que a vida é despropositadamente propositada?
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