31 de jan. de 2013

Panelão
Panelão Dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

17 de jan. de 2013

Não leve gaiolas ao sol

E...
subi
Corri pelas escadas
Zás zum zim-zó
Atravessei algumas NUVENS
e ao encontrar o sol
ficou tão quente
tirei minha roupa
corri nu pelo hélio ardente
tentando curtir a paisagem
galguei as labaredas
até ver uma miragem
um belo pássaro azul
nas chamas a cantar
pendurado
sobre o interminável combustível
esperando
apenas uma chance pra voar

5 de jan. de 2013

Alto conhecimento

Embaixo do sol escaldante
Sentia a escuridão infindável
De tudo o que realmente importava
Nada conhecia

E do barro tentou tirar
A explicação de todas as coisas
Terra lama poeira e pó
foi só o que encontrou

Em baixo de pedras
em cima de árvores
em todos os tesouros da terra
só o que havia era a imensidão
de seu próprio mundo

25 de nov. de 2012

Rápido

Espetacular
Eram os seus dias
Quando parou de
expectar:
vivia.

12 de nov. de 2012

o f.i.m.

E logo terminou
era o que mais esperava
e
os milhares de planos
feitos
traçados em uma folha de caderno
estão sendo quebrados um-por-um
quando
toda sua vontade acabou de falecer
e o prazo de validade
expirou
ontem à noite
quando eu acabava minha segunda cerveja
e sentia a solidão
forte como nunca
e presente como sempre


30 de out. de 2012

Eu to vivo
Respiro
Transpiro
Admiro
Pobres cadeias de carbono
Tão bem organizadas
Que chegaram a criar um intelecto
Todo ininteligível
Que nem sequer
compreende
O que acontece ao seu redor.

20 de out. de 2012

Estudos

E eu continuo tentando escrever histórias.
Passar todo esse turbilhão de ideias
para que todas as pessoas
lessem
e sentissem
que há alguma razão nessas palavras
mesmo quando escondida pela
falta de senso.
Mas há ainda uma porta
uma grande peneira que
sempre bloqueia
uma ideia
forte
concreta
E seus lindos escritos
cheiram a toscos e brutos
quem sabe um dia a porta se abra
E eu faça algo que realmente valha a pena
ser escrito.

15 de out. de 2012

noite

E no largo sorriso
Seus dentes amarelados ao luar
Quando as estrelas estão sublimes
E a noite está a lhe chamar:
Ó pobre mortal
Escute meu clamor
Verás em minha negra escuridão
O reflexo da sua alma
Só basta que faça
A alegria continuar
Para o sorriso reinar

8 de out. de 2012

A sua pífia imaginação
Tenta sintetizar uma nova realidade
a sociedade sem ação,
só assiste a maldade
E aqueles que demonstram
vontade
nos amedrontam.

impossibilitado
pela insegurança,
vencido pelo cansaço
de sua alma,
quando a calma
vira uma constante,
e a ventania
dura um instante.




28 de set. de 2012

R.i.

Rito do riso
Rio do mar
Ri, quando vi
Ri o amar
Ri a beleza
Ri até
Rir da tristeza
e
Rindo senti
Riso risonho
e quando o medonho
Riu do meu sonho
Gargalhei.


27 de set. de 2012

Viajando

Comprei um grafite HB
e uma lapiseira amarela
Escrevi

Vaguei por mares
Encontrei soluções
Para equações pares
Matei dois leões
Subi colinas
Até fui  pra guerra
das ilhas malvinas
Plantei um coral
Pra rainha da Inglaterra
Vi a aurora boreal
E o espetáculo mais lindo da terra

Mas quando fui descer a ribanceira
Vestido com o mais belo terno
a borracha esfregou o caderno
Me vi sentado numa cadeira

21 de set. de 2012

Tragédia cumulativa

Toda a água da nossa garrafa
Escoou para fora
Tal como o sangue 
De um homem que trabalha no mangue
Catando caranguejos em meio a lama
Só pensando em ir pra cama
Com a sua vizinha
A velha Terezinha
Viúva já 3 vezes
E que mandou seu último marido
Ficar no hospício 100 meses
Dado como louco foi o homem
E agora em indigna prisão
Falam até em tortura
Uns dizem que é doença
Que nem existe cura
Outros dizem que é pura loucura
Mas todos eles não sabem
Que sua verdadeira tortura
É que sofre de paixão
Numa grande ilusão.

Vontade

Os gritos se propagam
Através das paredes ocas
Ninguém mais escuta
Ninguém nunca ouviu nada

Todos os gritos estão trancados
Em uma jaula reforçada
Por uma fechadura de vidro
Que só é violada
Quando um mundo é destruído.


Antes do nascer do sol

Sustento-me
Enquanto a chuva cai lá fora
Os trovões estouram agora
E eu não posso ir embora

Corro
Procurando alguma inteligência
Tentando fugir da demência
Buscando sapiência
Encarando a decadência

Voo
Quando a mente se liberta
E o mundo se oferta
Como uma flor aberta
E tudo é descoberta

Cresço
Levanto e apareço
Pois o melhor começo
É depois do tropeço.

19 de set. de 2012

Traças

E deitado
Espero a chuva passar
Antes mesmo de sua chegada
Não escutas os pássaros
Há traças
Corroendo lentamente
Tudo o que importa

Sempre há uma luz distante
Avisando-te
Da companhia de todos eles
Flertam contigo
Rodeiam-te
Colocam traças no teu quarto

Mas você já se deitou
Não conseguiu ouvir
Nem mesmo a si mesmo
Seguiu-os a esmo
E mesmo sentido as traças
Andando sobre seus olhos
Não tem coragem de levantar