6 de jul de 2013

Barulhos do mato

Os uivos dos lobos agitaram José
O Vigia que trabalhava por ali
Vigiando um grande pasto verde
Rodeado por uma floresta densa.
Com os latidos dos cães era bem
acostumado
Mas quando os lobos começaram a uivar
Realmente não soube o que fazer
Tinha planejado todos os momentos
De sua longa vigia
E os uivos lupinos eram totalmente
inesperados.
Sua mente ordenava,
Que ele tomasse alguma atitude
Referente à esses uivos vizinhos
Mas seu corpo tremia,
Sua pele eriçava de medo
Um vigia com as pernas tremendo
Isso o incomodava
sua própria indecisão e impotência
Inebriava sua mente.
Louco varrido
Ficou após algumas semanas
Irreconhecível na sua natureza de vigia
Até que um derradeiro dia
Após muito passar tormento
e dos lobos se sentir escravo
O vigia num grande ato
Largou seu posto no verde pasto
Adentrou à escura floresta
E, na floresta densa e quente
Os uivos dos lobos simplesmente
pararam de incomodar
ele deixou de ser vigia
E nas árvores passou a morar
Dos lobos virou amigo
era uma nova vida a respirar
E quando achou tudo perfeito
Eis que eles escuta
O trinido irritante de um grilo...

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