16 de fev de 2014

a loucura que antes era sua companheira agora amedronta o viajante com seus estalidos

o que lhe recobre a alma
números vetores cadernos
fumaças, tragos modernos
sorrisos, olhares fraternos

coberto de lama
trancado em suas próprias defesas
não vê o vermelho do mundo
não há coração no fundo

já tem olhar taciturno
baixos olhos castanhos
com um brilho confuso
fruto de conspirações
e sonhos rotundos
alimentados de pôr-do-sol


13 de fev de 2014

s.

O diamante está no fundo do lago denso de petróleo, para viver fora do lago é preciso descer até lá embaixo lutar pelo diamante, e então submergir dos longos kilometros negros. 

Espero que eu saia intacto.

11 de fev de 2014

Saudações inter-mentais do submundo da consciência, relatos indicam que a situação está ficando cada vez mais caótica. Terminais nervosos do sistema gaia estão repletos da mais intensa virose cibernética já relatada  pelos estudiosos do ser interior. Situação está em fase de prometer ser inigualavelmente triste para as relações sociais, a vida sorridente e ensolarada e as diversas alegrias de um mundo colorido e repleto de inimagináveis possibilidades na sua luta contra a entropia total. Os filósofos astecas mudos do interior acreditam que há grandessíssimas chances de achar um forte antídoto para esse malefício mortal moral. Mas como sempre eles ainda não tomaram uma decisão que atacasse o cerne do problema, implodindo-o como um forte foguete em um céu de ano novo, continua-se nessa situação indefinida, onde comemos nosso tédio e arrotamos nossos sonhos.

4 de fev de 2014

utopias de grande paz

enternecedor  livro azul solitário
amarelo empoeirado
conta verdades há muito acreditadas
suas letras grossas e negras
contam histórias que hoje são piadas

Os grandes sem barba do mundo
Sentados em sua poltrona
reclinável
Entendem o seu mundo
com símbolos profundos
e insignificantes caixas cinzas
conservam visão lacrada
o pescoço endurecido
seu espírito combatido
pela sua própria espada.

Queimaram tais livros azuis
vermelhos e sem capa
os que tinham as florestas
e os grandes animais,
feiticeiros, diableros espíritos e guerreiros,
até gnomos marginais.

O céu de estrelas se apagou
luz na luta dos macacos
na orelha, por fio foi isolado
na atenção, por tela encaixado
as pernas por motores amarradas
com câmeras, suas nucas vigiadas.

cartuchos não serão mais recarregados
sem utopias de grande paz
mas o crescimento é contra a força
e a revolução não custa a começar.