24 de jun de 2014

labaredas

amanheci com o corpo chamas
fogo verde azul e amarelo
bati descontente no meu peito
com medo sonoro de findar-me
sentindo o calor ferver meus olhos
orelhas desfazendo-se em cinzas
meus ossos brancos ficaram vermelhos
escarlate
e minha mente calma e fria
agora flui plasticamente
rios de lava sem mais perguntas
não há mais certeza que estanque
o vento dos meus sonhos
alimenta o fogo desordenado
rolei no chão desesperado
enchentes direcionaram-se a mim
mas perpetua é minha ignição
uma vez em frondosas labaredas
ilumino até a escuridão

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