1 de mai de 2014

notícia no jornal de hoje

Sociopatas cantores de ópera foram os mais novos acusados de comerem todos os sanduíches da repartição pública, recém construída do lado do bar da Santa, onde os valores morais e cristãos são muito bem respeitados. Bar que os cantores certamente não frequentam, afinal são sociopatas, preferem tocar flauta na beira de um rio ou de subirem numa árvore dialogar com os joãos-de-barro. Mas, por mais repugno que esse comportamento não usual causa no sentimento retrógrado pré-conceitual negativista dos seres de espécies limítrofes (não coloco a mão de ninguém no fogo pra defender a ideia de serem criaturas da mesma espécie) os cantores costumam serem bons amigos dos coelhos. Talvez por terem idealizado a ideia de basearem sua dieta em cenouras, apesar do coelhos, depois de descobrirem essa espirituosa causa da amizade, gargalharem durante duas semanas, pois gostam muito mais de couve. Parentes distantes contaram que os cantores foram criados num belo vale, seus pais criavam gado e vendiam cogumelos na feira da cidade, e com isso iam levando da maneira mais fluida possível , porém (muitos poréns) havia um problema: Eles não tinham televisão. Por isso eles foram criados soltos pelo belo vale, colendo cogumelos pra ajudar na renda da casa (cogumelos eram bem bastante preciosos na época) e aproveitando o vultuoso rio das redondezas. Mas foi na parte intocável do lugar, num bosque de mata virgem com grandes possibilidade de existirem duendes morando, que os cantores (explicitamente, sim, são irmãos) aprenderam a cantar. E foi uma criatura ressoante que os ensinou, intrépida gralha azul espertamente fez o negócio da sua vida: ensinou os irmãos a virarem irmão cantores a cantar em troca de pinhões. Viveu 10 anos deitada na numa rede com o dobro do peso normal de uma arara azul, mas nesses 10 anos deitada, demonstrou todos os teoremas da musicalidade que poderiam ser feitos numa faixa de pressão habitável ( esses teoremas viram mitos em regiões com a pressão atmosférica muito baixa). E quando os cantores fizeram 18 anos seus pais saíram de casa pra ir morar numa praia deserta, denotando a derradeira necessidade de inventarem suas vidas no que mais sabiam fazer: cantar. Deram tchau à gralha azul e doaram "sua casa" para os duendes. Ao chegar no que os seus pais definiram como vicilização (corruptela tentando ser jocosa com simples trocas de silabas) viram-se perdidos, pois não conheciam as pessoas. Nunca tinham assistido TV, não sabiam dialogar minúcias fúteis por isso foram logo escanteados por todos o que eles tentaram cercar. Obviamente, foi a grande faísca para se tornaram sociopatas e cantores de ópera. Só sabiam conversar romanceadamente, tinham sido alfabetizados com os livros do Victor Hugo, nenhum dos seres transeuntes aguentava os monólogos de meia hora de cada irmão analisando profundamente (e verbalmente) as ideias que perpassavam pelas suas cabeças. E, como a última dupla de cantores de ópera do planeta havia morrido há 3 anos, eles resolveram assumir esse negócio meio falido. A mestre gralha ficou meio triste quando os duendes contaram a situação dos irmãos, mas após pensar um pouco recordou-se que o último hermeto havia milênios que não era visto, e acomodou-se esperar pela morte. Bem na verdade eu duvido que tenham sido os cantores que comeram os sanduíches, pois a acusação era que havia um resquício de salada no 2 molar de cima da direita na boca do irmão que nasceu primeiro, e isso não deveria ser indício de culpabilidade. E por andarem constantemente sorrindo, o bando de policiais oxtensivos (dx=ds)  acharam certamente, para a segurança de todos os carrancudos que os cercavam que deveriam prender o quanto antes esses delinquentes contrários à justa moral demonicrática.

Um comentário:

Mateus disse...

o PRÓXIMO TOLKIEN

Mas eu creio que o primeiro irmão tenha comido o sanduíche, haviam coisas verdes em sua boca, coisas verdes são discriminadas não importando a razão e circunstância, Vamos apedrejá-lo e depois lavá-lo, para que possamos apedreja-lo novamente. Onde já se viu, algo verde de qualquer natureza (principalmente natural) é inadmissível, não importando as evidências mostrarem o quanto estamos errados